terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SUPORTES DESCARTAVEIS

Senti-me na obrigaçao de ter que falar deste assunto deveras constrangedor, para quem tem olhos , para quem ama Moçambique ou ainda para quem luta incançavelmente para reconstrução desta Pátria Amada.
Me lembro agora, do saudoso Saíde Omar, (que Deus o tenha), numa das apresentações do seu programa desportivo , dizendo não sei por que motivo : não sente quem não é filho de gente.
Bom não sei quem é o autor desta máxima, porém, tenho como referência ,o grande percursor do desporto em Moçambique.
Amigos, se têm olhos de ver, dá para compreender que o Armando Guebuza está afincadamente lutando para o combate a pobreza absoluta, contudo, podemos notar a outra face da moeda: os ambiciosos, vendedores da pátria, autoritários, burocrátas,entre tantos adjetivos nefastos que os caracterizam e que da para os chamar com prazer.
É verdade, são pessoas ,  acredito se és um da Moz people, já te sentiste bloqueiado por eles, que me recuses se estiver a blasfemar. Vocé com talento, criatividade, força de vontade, ser feito passar por um invisível, imprestável e muito mais, orfão da mae Moçambique.
Face a esta atitude, notamos, graves situações que retardam o progresso do país como são os casos de  intrigas nos sectores laborais porque o chefe escolhido não reune competências básicas para orientar tarefas aos seus subordinados, vemos chefes a executarem trabalhos de um servente, vemos governantes a invadirem territorios dos outros para fazer “cheirar” ao público  sua boca, porque dela não saem palavras que sejam ou estejam identificadas com a realidade da populaçao, vemos ministros trazendo inovaçoes que aprenderam em  universidades exteriores onde não tive como muitos dos meus compatriotas , a oportunidade de la passar,  onde tem várias condiçoes , uma universidade ou ensino altamente sofisticado, confunde depois, que aquela realiodade se  adequa à nós do mundo 3 e aí, catástrofe: várias reprovaçoes nos sistemas e subsistemas de ensino , mortes nos hospitais ou ainda por fome e assassinato, secas, roubos e mais desgraças , que têm sido o dia-a-dia da nossa população..
Estes, surgem, talvés, pela politica criada hoje de classificaçao do trabalho consoante o relatório ou uma visita de uns segundos ao local sem reparar para o grau do cumprimento das metas estabelecidas ( se sabem o que sao metas ou se têm).
Se quizerem ter provas disso, desçam a Zambézia-Moçambique. O dia da visita do chefe, tudo limpo, impecável, até deixa ao visitante com água na boca, gritando aos microfones: a Zambézia está a crescer, como vimos na visita, é uma provincia com boa organizaçao e a melhor do país! (Melhor qual quê?, sim,melhor em fingimento, fofoquice, lambebotisto, arrogância).
Falei de mais , mas acredito, que para construçao de Moçambique, este tipo de individuos, meus governantes justos ( pena é de nao vos darem espaço, como exemplo mano Garrido, Força Garrido e outros Justos),não ajuda a crescer, estes sao SUPORTES DESCARTAVEIS!
Haja monitorizaçao permanente, nao a leitura de relatorios mas sim observaçao constante, nao ao lambebotismo, mas sim a criatividade, força de vontade experiência, isençao familiar ou proximidade!
Me calei...!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

MEU ERRO É VIVER OU A VIDA É UM ERRO?

No silencio vivo
como um oivo
o ruido solta o meu silencio
quer distante
quer presente
quer escondido,
não coagito
o ermo pensamento
de que a PAZ existe
a felicdade
o amor.
me encontro a cada bancada da Venus
convocado as reuniões da solidão.
nada por mim esculpido
tem algum sentido
será que meu erro é viver ou
a vida é um erro

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A TI GENFLA

Genfla, palavras pequenas
Cobertas pela minha simplissidade
Palavras de apreço ao destino
Que nos trouxe de volta.

Se eu fosse poeta
Como esses que se prostituem
Na promiscuidade das palavras
Se embriagam no orgasmo dos versos
Ai sim genfla
Eu te faria um poema
De corpo alma
Corpo sim
Tatuado se pudesse
Como as macuas que nos fazim sonhar
Nas margens de Nahavara
Mas poeta não sou
Nem quero ser
Tenho raiva de quem o seja
Não vou fazer-te grande coisa não
Um abraço como o da lua
Um simples abraço

Livingston