sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MONSTRO SAGRADO VS SACRIFICADO?



Não sou muito de assistir futebol, podes até te rires de mim, mas te confesso que foi apartir da altura em que saí da equipe Juvenil do Madjedje de Quelimane, na década 80. Deves estar curioso porquê saí ou então porquê não assisto o desporto rei. Como não tenho nada para esconder, me recordo daquela biblioteca viva que me disse um dia, debaixo do cajueiro, quando comiamos uma massa (xima) de farinha de mandioca acompanhada de água e sai de carne de ratazana,as experiências da vida e os conhecimentos, têm de ser partilhados , não devemos ser egoístas nisto , dizia ele.
Nesta vertente , tenho a confessar que, passei a abster-me de todo tipo de desporto apartir da altura que tive idade para não ser considerado de juvenil,  de imediato, perdi todas as regalias de poder entrar no campo de futebol gratís. Meus amigos, podes me rir, mas é a mais cristalina verdade! Já imaginaste, um individuo pacato que para ter  uma refeição do dia, seus progenitores tinham que fazer sei-la oquê para surgir o milagre da alimentação? Onde iria eu pegar um valor que equivalia três refeições na minha familia, para assistir futebol? Eu não! Esta é a minha realidade! Desde então, como mecanísmo de defesa, absti-me do futebol. Meu amigo Dunga , que confirme esta declaração, porque o tipo já é veterano nestas coisas da bola, e  acompanhou minha carreira de adepto frustrado e conformado do futebol!
Estando distante da assistência de futebol, há coisas imprevisiveis mano! As estórias heroícas de um tal de Pantera Negra e Monstro Sagrado, gostava de ouvir suas estórias, o engraçado é que nunca tinha-os visto falar, fotos não tinha dinheiro para comprar a revistas. Fui vivendo assim, um fã na bancada, não sei se assim se diz!
Agora , com a evolução, vemos estórias lindas pelas telas, refiro-me da homenagem feita ao Pantera Negra. Há malta que adora futebol mesmo! Mais uma vez, traí o meu ego, não assisti porque senti-me a ser colonizado psicologicamente, nada dali se identificava comigo, nem com meus ancestrais,aquilo era manipulação das colonias portuguesas! Bom deixemos para lá, mas fica claro que não gramei dessa e não vi, porque, existe um ditado Chuabo, aqui de Quelimane, (que muitos conhecem e não seguem),segundo o qual, água de lanho agrada tomada no proprio lanho. Se aquela cerimónia fosse realizada aqui na terra dele, (não sei se não estou deslocado, Eusebio é daqui?), seria muito linda. É meu grito silencioso.
Já dei motivos mais que suficientes para conhecer meu motivos , quando afirmo que por azar na noite do dia 7 de Fevereiro de 2011, sentado na minha modesta sala, vi atraves da tela mágica , um dos canais desta nossa pátria amada, um programa desportivo.Me valeu a pena, porque vi pela primeira vez Mário Coluna, o tipo que não sei porquê, é considerado o Monstro Sagrado, eu só repito e não sei quais os motivos dessa designação, porque, sinceramente falando, nem mentindo, meus amigos fanáticos do desporto rei, nunca me disseram! Foi bonito,ver o Monstro Sagrado falando de si, bonitas experiências e muito exemplo de patriotismo, em pensar no seu regresso a terra!
A entreviasta estava fantástica, quando uma revelação apareceu: ele afirma que desde que veio a pátria amada, ninguém o perguntou quais os motivos que o trouxeram, não o deram apoio e atenção, somente o governo do Guebas, é que pensou em lhe galarduar com uma medalha,( que não me lembro qual, no tempo do Guebas existem tantas, talvez eu receba a medalha do melhor ante desportista),depois de outros presidentes terem passado.
Mário Coluna ou simplesmente Monstro Sagrado,( é engraçado, como é que um monstro é sagrado? Nem Camões tinha medo do Monstro Adamastor, talvez a pessoa que assim o designou, é ou era um poeta principiante, leu o poema de Luis de Camões , Amor, e pegou aquele verso que diz: dor que desatina sem doer ; e gostou e disse Monstro Sagrado. Gesto tipico de Ateu mesmo, Sagrado Um Monstro?)no programa em referência , disse que lhe arrancaram um prédio  que  havia comprado para garantir sua reforma, fiquei muito decepcionado! Pensei, se eu, só por não continuar no juvenil do Madjedje, me encontro frustrado com o futebol, quanto mais alguém que é arrancado sua reforma?
Estava adorável a entrevista, mas quando Coluna quetiona a condecoração dada pelo mano Gebas insistentemente, qual foi o espanto, vi um azul no ecrã do televisor, outros dizem perdeu sinal a televisão, não era corte de energia, porque outros canais estiveram a funcional. Vou pensar como população que sou: desligaram a televisão para não aprendermos do Monstro Sagrado, talvez já estava a morder-nos! Quando ligaram o sinal, era um outro programa, estão a imaginar  isso?
Começo a acreditar, que a lei mãe não é seguida em Moçambique, porque no capitulo II ; artigo 48 ; ponto 2 passo a citar: “O exercicio da liberdade de expressão,que compreende, nomeadamente, a faculdade de divulgar o próprio pensamento por todos os meios legais,e o direito à informação não podem ser limitados por censura”.  Dá-nos esse poder de falar o que sentimos, então desligaram a televisão para não aprofundarmos muita coisa suspensa? Em todo caso, a quém de direito, por favor, respondam as perguntas do vosso Monstro sagrado, porque sinão vou pensar que ele é agora um Monstro Sacrificado. Não foi minha intenção rimar porque não é meu mar.
Me calei!
Kuzuzume Dicuadicuavy


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Masturbação Intelectual








O doce
É quem me enlouquece
E de mim se esquece
A razão de que me merece
Neste canto que me entristece
Sem te provar…
16/09/09´
























Controverso da vida:
Uma maquina/carro sem combustível  para,o homem sem se alimentar trabalha. No carro, não se pode insistir, no homem se insiste e sai mal o trabalho.
11/11/09








we are brothers
Nasceste de um ventre
Residente entre vários
Onde sem horário
O prazer se sente
E a alegria vem.
És cal ou carvão
O sangue é morango
Como deste farapo
Pertences as águias
E eu ao dragão
Nos repelimos neste
Campo onde deus é a bola ,
Nos atraímos nesta casa da maçarouca e do batuque
Vês que não há motivos para atritos?
Deste tantos pinos mortais
E encontramo-nos sempre
Em algum lugar
Principalmente naquele
Que nos transforma em pó
“mucamuene, namohamoha”
Nada d guerras
11/11/09


Kuzuzume
Porque gritas
Se as britas
Se mexem
Para que  a tua voz
Me convêm
porque gritas
Enquanto em mim acreditas
E  veneras meu empenho
Na construção da minha nação
Onde você é um simples desenho
Porque gritas
Assim tu paras
E te serão raras
As oportunidades de mostrares tuas habilidades
Feche a boca!
E pegue na broca
Que a pobreza sufoca.
11/11/09








Meu ultimo suspiro
Já não vejo marié
Cantando em minha janela
Já não vejo crianças
A jogar pelequinha
No quintal da vizinha Cesaria
Já não vejo aqueles calções
Rotos retratando a criatividade infantil
E a força de viver
Já não vejo fezes
Nas estradas que me faziam saltar
Um por um
E fazia parte da educação física
Para  jovem ficar
Estou lixado!
Só agora descobri que o mundo mudo
O que faço?
Tenho de mudar também?
Não vou  me perder?
11/11/09





Minhas mágoas
Vida amarga
Serena e dócil
Vou falando ao vento
Segredando meu lamento
Em cada passo das minhas mágoas
Vou sereno
Impávido
Comovido
Escondido
De um sorriso hostil
Que me derruba o ego
23.03.06 Quelimane














Meu bem
Não olhes para ninguém
Para que os teus olhos não fiquem
Longe do olhar doce do alem
Onde ficam meus sonhos
Que se bem secreto serão risonhos
03/12/07














Discípulo da honestidade
Com esta idade
Nesta autobiográfica cidade
Na clandestinidade
Ou em liberdade
Exprimo meu psiché
No guiché
Na creche
Ou até vendendo peixe
Só para sobreviver
E o mundo me entender
Bom sinto que estou o tempo a perder
Porque continuo a viver
Junto a aquele que não quer me ver
E põe a minha ira a arder
De tanto ódio
Que sem alivio
Escuto como um escroto
Que não sabe como se deslocar
Para se colocar
Onde nenhum olho pode me colar
Enfim,
Como capim
Cresço  isolado
Sendo pisado
Seco , e renasço a cada chuva
08/12/09 Quelimane

Os olhos dessa deusa
São qual um mundo sem pobreza
Seus cabelos
Não vivem sem os meus belos
Oh! Sua cara
Neste mundo é sempre rara
Seus lábios
Nem eu euro se trocara na casa de câmbios
Seu corpo feito  viola
Nem em sonhos  se viola
Os passos
Uma vida de compassos
O coração seu
Um mundo meu
Encheste o meu coração
E canto esta canção.
Pemba 06.05.99








Gilé
Em quantas madrugadas
Drogadas  ou não drogadas
Em  mim te grunhi
Na ansiedade de suspirar-te
Com mais amor
Nesta paz

Em quantas estrelas
Esteve guardada
E cuidada nesta majestade
Rainha do meu orgulho
Um orgulho nascido
Do moneia e chiveve

Em quantos pingos de chuva
As minhas lágrimas
Intele-sofredoras
Se associaram
Pensando  em viverte feliz
Muny hay nto?
Mergulho-me
E debruço-me
Nesta cristá tua
E nunca me cantas
Os meus sonhos

Olho  o horizante
Os pássaros já não brilham
Aquelas alegrias
E as esperanças
Talves estejam e m cada um de nós
Guardados
Talvez
10.12.98 Gile












Bate meu peito
Quando espreito
O brilhar dos teus olhos, com olhar rubro
Feito manteiga ao sol  de Julho
02.02.00 Nampula

Ventilam senhoras
Sinto-me esperansado
D umas boas chegadas
A inferno  do pecado
Dono do mal
Que nasce do pantanal
Lá das bandas do inhamizua
Quelimane 16.02.00











Um universo
Monstrando o verso
Da minha sensassão
Cantada na canção
Com o sabor sólido
E insípido do voar
E  falar
Te amo
A bordo do avião a caminho da beira . 16.02.00

Gotinhas de esperança
Numas lembranças inexistentes
De onde gritaste
E loucamente me libertaste
vi-me no interior da tua porta
ah! Que suspiro , doce flor
10.03.00 Beira

Insensata que foi a minha paixão
Navego nestes instantes mirabolantes
As minhas inacreditáveis mentiras
Cheias e preenchidas de tiras
Desse olhar.

Teu olhar
Embrulhou esta insensata paixão
Tornando-a sedentária
Onde o casulo  é teu coração
Coração manufacturado por Deus
Esse homem omnipotente
Que me fez sentir potente e carinhoso
Carinhoso , que locura!
Somente os teus prazeres
De mulher  de inhamizua
14.03.00 Beira




Para me isolar dos folkways
Preciso apenas do teu sorriso
Para me reencontrar
Preciso do teu olá
Para me sentir homem e não omem
Necessito teu amparo
Para crescer
Rogo eu que fiques comigo para sempre
27.03.00 Beira






Numa vida tão injusta
Angustiada de ser posta
Dentro de corações impróprios
A palavra “te amo”, isto com delírios

Tantas são as precocidades
Encontradas numas infedelidades
Não de tensão própria, so do seu ser
Humano, bêbado de nfascinaçoes
Onde tarde surge o ódio : um mau dever

“A momentos o  amor era flor de rosa…”
Desde bo jardim da escola
Andamos em grandes quedas líricas
Rematadas pela solução do nosso olá
Temedor deste mundo a que chamo tão
Encomodador das fieis carícias…

Ahalli, um presente divino…
Humana, encorporada de sedução
Amor, es tu que com emoção
Liquidaste os meus preconceitos
Inspirada em meus poéticos defeitos

Sim,sim,sim
Indiferente poço louvar-te
Num silencio te adoro poço gritar, assim
Ah! Palavras a cativar-te
Oscilam em redor da tua companhia

Olha , libidinosa menina!
Sou , serei dourado sentindo esse afecto

Mesmo sentado em delírios
Emocionado me sinto
Unido ao teu ser  feito cinto
Selado à tua cintura de sírios

Liquidei a minha vaidade
Ordenei os meus mestres da maldade
Usufrui da tua felicidade
Vivo com grande santidade
Olho para o mundo sinto tu no eu
Remorsos de te dizer não te quero oerder meu
Esmeraldado,pratado,dourado,platinado
Sonho, já mais visto em algum fado

Devanescedoras são  as manhãs
Em que acordo com ter-te manias minhas

Pérola é o que ao pe de ti na mbrilha
Osculando esse teu ser sabes o que sou?
Escravo do teu amor , que em mim voou
Tantas milhas de emoção e pousou
Alteradamente contigo numa deserta ilha

Quanto é uma vida sem você boneca?
Um mundo inteiro, bem cego , jogando neca
Empoleirando a miséria em sítios acústicos

Tanta vida tu me vales
E assim como a matemática precisa do Thales

Amar teu ser sem…
Mehor é nesta felicidade
Artística que construíste com tua virtude

Pensando em ti debaixo da chuva-lagrimas
Amando-te na escuridão submersa –dever
Sonhar  na tua ausência-dor
Sentir-te em sensações-felicidade
Esperar-te em vão –são lágrimas ínfimas

Bem amor
Encontro-me te amando sem travões
Mas disto a dor controla o condutor…

Passou-se         um     Grande dia namoral
Surgiu        para   ti      E teu coração
Este        desertoso,    Necessario poema
A      boneca          AhalI é buma personagem
Por quem  o autor se  Torna louco
E       perde    o   seu    Olho de poeta e ama-a

16.02.98 Pemba

MITOS
Me minto
Mas nãos sinto
Que minto
So fico no recinto
Do arrependimento
Pensando sem fundamento
Que a vida pode me dar de rendimento
16.02.98 Pemba

O POETA
É uma  peste
Que sem teste
Derruba vários corações
Que com  emoções, paixões
Ficam sem emocional vareta

O poeta
Nasce das lágrimas
Que tu vês tão ínfimas
E  desprezas com orgulho
Essa lágrima que do olho
Te pode cativar

O poeta
É uma curva
Da agua turva
Que os demais
Sem canais
Não lhe bebem
E assim sofrem

O poeta
É o muito que o mundo tem
E com divinas emoções vêm
Escrever a dor
E o belo amor

A dor
O amor
O ódio
A alegria
A tristeza
O desespero  
São coração do poeta.
16.02.98 Pemba

BE MY VALENTIN
Nós dois
Bem sos
Numa  azinheira
Tu, minha sedução
Gritando para mim
Be my valentin
-não , não agora não …
Eu nada tenho à dar-te
Senão amar-te
Adorar-te
Enbsensurar os males deste Marte meu
Deste meu fogo de amar-te
E destes meus dois olhos
Que o mundo ignora
Mas vou gritar
Ah…ally , não me fujas
Que meu sangue ferve
E louvo-te …
Te quiero para siempre
Pour le toujour amour…
17.02.98 Pemba

A VOZ DA JUSTIÇA
Peregrino como grobathoV
Empregou em vários corações o comO?
Mas a vida nunca lhes da a voZ
Berrante para poderem gritar
Acalma-te, não nos firas…

A maldade se divulga
O trafico está em voga
A injustiça e a burla
Se lançam nesta voz

Esta voz
Que tão oprimida pelos donos da ignorância
Se ainda vai firme
E como filme
Nós vêmos vergonhas
Deste  oprimido mundo, injusto
Onde o mal é o bem…

Firmas hoje 12 meses
E as felicidades te vão sãs
Para os justos
E aos injustos
A dor prevalece
Coitados…
Viva mais ,Voz de Pemba
18.02.98 Pemba

Hey…
Se  quiseres
Que me sinta
Como queres
Me dea uma  tinta
Nos meus lábios
E nuns assubios
Direi : sou feliz
Como sempre  quis .
22.02.98 Pemba

Amigos
Neste recinto a que chamam mundo
Sinto um grande infurtunio
Viver sem a vossa companhia
Sem o vosso amparo vagabundo

Já olhasteis para o amor
Quando custa a dor
Nesta venda de sentimentos
Quanto da uma paixão junto da pobreza
Nestes momentos dos meus lamentos
Digam-me amigos meus?

Sou neste mundo uma ignorância
Que na cabeça dos barregudos
Soletram-se em grande vida
Que atrapalha aos atrapalhados

Nós amigos, nascemos
Para somente olhar e pintar osn
Papeis que tao impuros  se tornam
Derivados de uma industria
Promotora do nosso adversario
(o conquistador dos sentimentos materiais)
24.02.98 Pemba
Vaticínio Perfeito
Num descoberto pensamento
vi-me encurralado sem fundamento
chorando sem gentil momento

foram-se anos dessas gloriosas
e inconvenientes virgens e virtuosas
profetizações
sem ressureições

naveguei na tri- poetização
dos meus sentimentyos
-o vaticinio fora encontrado-lamentos

As raízes da cidade
Se encontravam sem beldade
Sem bondade e com delírios
O de mim criador
Guardava-me com dor
Numas algemas  la tantas
Que as saudações minhas foram tontas
Sofri o meu ser
Chorei a minha dor

No meu âmago
Surgiram sensações  acolitias
E da soltura foi alegria
Vivo concordando estes desaguados
Vaticínios com pranto ingrato.
04.03.98 Pemba


Ah ….!
Levanto
Lamento
E credo
No segredo
De te ter
Te assumir
Te seduzir
Te querer
Com dor
Com amor
Com melancolia
Com alegria
Com tudo
Que do
Homem
Seja bem vindo
Ao teu polem
De amar
E queimar
Minhas manhas
04.03.98 Pemba

Coração Sofrido
Nasceu la das grandes solidões
Viveu em grandes e loucas paixões
Solicitou a presença de vários corações
Gritou que do mundo nada queria senão

A sua grande paixão ver-se encontrada
Dismobilizado se encontrou, em brasa
O seu coração se transformava em nada
O mundo não lhe respondia como a asa

Viveu mais milénios de pulsações por segundo
Como a sua dor fosse o significado da brasa
Foi queimando de seduções ao mundo

Serviram-se de companhias as vozes
Do seu ego que chamava uma princesa
Que num suspiro gritou: poeta dea-me doses

04.03.98 Pemba
Obsessão
Num olho
Milhões de lágrimas
Que fazem ate o molho
Da paixão, do amor sem rimas

Rimas essas
Que bem feitas
O mundo se é felicidade
Que da felicidade vem

Nao posso
E nem faço
Ao favor de me ver
A ferver
E a comer
As minhas líricas
E criticas
Paixões
Que sem canções
Serei inútil

04.03.98 Pemba


Felicidade
É tu e eu
Numa dor
Numa alegria
Num amor
Que o mundo
Sempre ignora
Porque não mora
Em corações de muitos
Este dom

Felicidade
É eu me
Sentir o homem
Que chora tuas
Alegrias
E te alegra
Quero eu te mostrar
Este amar
Do desertor
E sedutor
Que te ama

Felicidade
É te ter
Como quer
O meu e teu
Coração
Que não são
Uma simples canção
De fado com sensações
Que senti
Quem estás oh…

Felicidade
É  eu sofrer
Sacrifícios
Para te ter
Para te querer
Para te oscular
A cada instante
Com vontade
E liberdade
Dos nossos
Ancestrais  pilatosos

Felicidade
É mergulhar
Borbulhar
E fatigar as aguas mais fundas
Da nossa alegria
Da nossa simultânea
E correcta paixão
Que o mundo
Tanto odea

Felicidade
É rir
Criar
E crer nas tuas doces palavras
Que meu ser
Se embriaga ao sentir-te

Felicidade amor…
É confessar-te
A cada instante
O quanto grita
Este espantado coração
Que o mundo
Não quer ver como um vate
Um amante
Uma esperança para o teu coração
Coração de lady of lover men like me …ah

Quero confessor-te
Que confessor-te
Que felicidade
É ter-te  a soletrar
Os teus beijos
Feitos estrelas
Do autono
E chuva da primavera
Que bom ter-te  amor

04.03.98 Pemba



O GRITO DO MAL
Minha mãe amava-me
Mas o som da morte
Derramava a minha  terra
As minhas mãos de profeta
Choravam , o choro despresado
E gritavam o grito do mal

Santa Maria!
São Valentim!
Me lambiam os amarfanhados
Lábios e me sentia felizardo
Mas há quem morria
Por não ser justo
As minhas mãos gritavam o grito do mal

Os poemas não são
Verdade do mal
Mas sim mentira do bem

Pemba, 02.07.98
Genito Flavio


Uma lágrima
Não me incrimina
Porque é a justiça do meu viver

Uma lágrima
Não te pode tocar
Porque são feitas do corrosivo acido da morte.
Genito Flávio,02.07.98 Pemba


 Envolvido de ilusões
Navego esse teu corpo opaco
De onde ninguém consigo ver
Para loucamente me perder
Dentro dessas ofensas
Ofensas de uma deusa, da minha esperança
Esperança…esperança inédita
Genito Flavio, 26.07.00 Beira

As lágrimas caíram
Inundaram , castigaram e mataram
Deixaram sorrisos serrados
Forças quebradas
Mundo vazio…
Não vale a pena lágrimas
Genito Flavio 27.07.00 Beira

É mais fácil chegar a lua
Que conhecer o teu coração
É mais fácil pegar o ar
Que serpentear teu corpo
É mais fácil com a formiga  me entender
Que contigo viver em paz

Toco o teu libidinoso corpo
Vibras feita uma gitarra
E desapareces feita fantasma
Nada mais tenho a fazer
Neste planeta.
Genito Flavio ,27.07.00 Beira

Como papel  ao vento
Vou atraindo a distancia
Que resgatou meu amor
Trincou-me numa arvore
Altruísta,perdido,esperançado
De tarde me reencontrar
Algures no fundo do mar…

Gaivotas, pérolas,pombas…
Envolvo-me neste pudor
Nostalgico, tentando conquistar-vos
Inesperadamente, comovente
Torno-me pelo silencio do seu olhar
Olhar…olhar doce, moreno e puro

Gerado, glorioso
Motilados os meus desejos
Perdido no mundo
Vivendo imundo

Melancolia
Era o que se lia
Em cada olhar desiquilibrado
Do meu manufaturado ser
Queria vitoria
Todo o mundo ria
Assim morria
Porque via
Que o mundo mais se perdia       
Nascemos gloriosos
Vivemos constrangidos
Morremos…morremos…tristes
Genito Flávio , 21.03.02, Quelimane

O doce
É quem me enloquece
E de mim se esquece
A razão de que me merece
Neste canto que me intristece
Sem te provar
16-09.09 Quelimane







Sou o sinal
Marcado no final
De cada canal
Que nos leva ao paraíso anal

Sou o diploma
Arrumado na coluna
Que  passa pela zona
Onde hoje ninguém la fuma

Sou a chuva
Esperada em qualquer curva
Para florir a videira
Dela  juntos consumir-mos a uva
E aquele vinho da Madeira
Sou, não sou
Mas sou, o que não sou
E penso que sou
Porque vivo só
Neste mundo sem rumo
Que já cheira fumo.
Genito Flávio , Quelimane,28.03.06


Você
Mesmo que o Joao me aborreça
Com algo  que a ti não merece
Eu vou me prostrar a ti doce

voce
Que a tua voz me adormece
Quando você aparece
Nas noites que a lua amanhece

Você
Que tão precoce
Priva tudo que é do mal
Para  que eu goze
Nesse teu peito do Zambeze

Você
Minha canção
Que mesmo com traição
Não me desloco dessa atracção
Que aos nossos corações, nos amarão

Você
Rainha da noite
Beijo da mulata
Tulipa
Enfim jasmim
Do meu éden

Em ti encontro a paz
Porque tudo você me faz
E sei que muito você é capaz
Gina , je teime
Quelimane, 16/11/2008