O doce
É quem me enlouquece
E de mim se esquece
A razão de que me merece
Neste canto que me entristece
Sem te provar…
16/09/09´
Controverso da vida:
Uma maquina/carro sem combustível para,o homem sem se alimentar trabalha. No carro, não se pode insistir, no homem se insiste e sai mal o trabalho.
11/11/09
we are brothers
Nasceste de um ventre
Residente entre vários
Onde sem horário
O prazer se sente
E a alegria vem.
És cal ou carvão
O sangue é morango
Como deste farapo
Pertences as águias
E eu ao dragão
Nos repelimos neste
Campo onde deus é a bola ,
Nos atraímos nesta casa da maçarouca e do batuque
Vês que não há motivos para atritos?
Deste tantos pinos mortais
E encontramo-nos sempre
Em algum lugar
Principalmente naquele
Que nos transforma em pó
“mucamuene, namohamoha”
Nada d guerras
11/11/09
Kuzuzume
Porque gritas
Se as britas
Se mexem
Para que a tua voz
Me convêm
porque gritas
Enquanto em mim acreditas
E veneras meu empenho
Na construção da minha nação
Onde você é um simples desenho
Porque gritas
Assim tu paras
E te serão raras
As oportunidades de mostrares tuas habilidades
Feche a boca!
E pegue na broca
Que a pobreza sufoca.
11/11/09
Meu ultimo suspiro
Já não vejo marié
Cantando em minha janela
Já não vejo crianças
A jogar pelequinha
No quintal da vizinha Cesaria
Já não vejo aqueles calções
Rotos retratando a criatividade infantil
E a força de viver
Já não vejo fezes
Nas estradas que me faziam saltar
Um por um
E fazia parte da educação física
Para jovem ficar
Estou lixado!
Só agora descobri que o mundo mudo
O que faço?
Tenho de mudar também?
Não vou me perder?
11/11/09
Minhas mágoas
Vida amarga
Serena e dócil
Vou falando ao vento
Segredando meu lamento
Em cada passo das minhas mágoas
Vou sereno
Impávido
Comovido
Escondido
De um sorriso hostil
Que me derruba o ego
23.03.06 Quelimane
Meu bem
Não olhes para ninguém
Para que os teus olhos não fiquem
Longe do olhar doce do alem
Onde ficam meus sonhos
Que se bem secreto serão risonhos
03/12/07
Discípulo da honestidade
Com esta idade
Nesta autobiográfica cidade
Na clandestinidade
Ou em liberdade
Exprimo meu psiché
No guiché
Na creche
Ou até vendendo peixe
Só para sobreviver
E o mundo me entender
Bom sinto que estou o tempo a perder
Porque continuo a viver
Junto a aquele que não quer me ver
E põe a minha ira a arder
De tanto ódio
Que sem alivio
Escuto como um escroto
Que não sabe como se deslocar
Para se colocar
Onde nenhum olho pode me colar
Enfim,
Como capim
Cresço isolado
Sendo pisado
Seco , e renasço a cada chuva
08/12/09 Quelimane
Os olhos dessa deusa
São qual um mundo sem pobreza
Seus cabelos
Não vivem sem os meus belos
Oh! Sua cara
Neste mundo é sempre rara
Seus lábios
Nem eu euro se trocara na casa de câmbios
Seu corpo feito viola
Nem em sonhos se viola
Os passos
Uma vida de compassos
O coração seu
Um mundo meu
Encheste o meu coração
E canto esta canção.
Pemba 06.05.99
Gilé
Em quantas madrugadas
Drogadas ou não drogadas
Em mim te grunhi
Na ansiedade de suspirar-te
Com mais amor
Nesta paz
Em quantas estrelas
Esteve guardada
E cuidada nesta majestade
Rainha do meu orgulho
Um orgulho nascido
Do moneia e chiveve
Em quantos pingos de chuva
As minhas lágrimas
Intele-sofredoras
Se associaram
Pensando em viverte feliz
Muny hay nto?
Mergulho-me
E debruço-me
Nesta cristá tua
E nunca me cantas
Os meus sonhos
Olho o horizante
Os pássaros já não brilham
Aquelas alegrias
E as esperanças
Talves estejam e m cada um de nós
Guardados
Talvez
10.12.98 Gile
Bate meu peito
Quando espreito
O brilhar dos teus olhos, com olhar rubro
Feito manteiga ao sol de Julho
02.02.00 Nampula
Ventilam senhoras
Sinto-me esperansado
D umas boas chegadas
A inferno do pecado
Dono do mal
Que nasce do pantanal
Lá das bandas do inhamizua
Quelimane 16.02.00
Um universo
Monstrando o verso
Da minha sensassão
Cantada na canção
Com o sabor sólido
E insípido do voar
E falar
Te amo
A bordo do avião a caminho da beira . 16.02.00
Gotinhas de esperança
Numas lembranças inexistentes
De onde gritaste
E loucamente me libertaste
vi-me no interior da tua porta
ah! Que suspiro , doce flor
10.03.00 Beira
Insensata que foi a minha paixão
Navego nestes instantes mirabolantes
As minhas inacreditáveis mentiras
Cheias e preenchidas de tiras
Desse olhar.
Teu olhar
Embrulhou esta insensata paixão
Tornando-a sedentária
Onde o casulo é teu coração
Coração manufacturado por Deus
Esse homem omnipotente
Que me fez sentir potente e carinhoso
Carinhoso , que locura!
Somente os teus prazeres
De mulher de inhamizua
14.03.00 Beira
Para me isolar dos folkways
Preciso apenas do teu sorriso
Para me reencontrar
Preciso do teu olá
Para me sentir homem e não omem
Necessito teu amparo
Para crescer
Rogo eu que fiques comigo para sempre
27.03.00 Beira
Numa vida tão injusta
Angustiada de ser posta
Dentro de corações impróprios
A palavra “te amo”, isto com delírios
Tantas são as precocidades
Encontradas numas infedelidades
Não de tensão própria, so do seu ser
Humano, bêbado de nfascinaçoes
Onde tarde surge o ódio : um mau dever
“A momentos o amor era flor de rosa…”
Desde bo jardim da escola
Andamos em grandes quedas líricas
Rematadas pela solução do nosso olá
Temedor deste mundo a que chamo tão
Encomodador das fieis carícias…
Ahalli, um presente divino…
Humana, encorporada de sedução
Amor, es tu que com emoção
Liquidaste os meus preconceitos
Inspirada em meus poéticos defeitos
Sim,sim,sim
Indiferente poço louvar-te
Num silencio te adoro poço gritar, assim
Ah! Palavras a cativar-te
Oscilam em redor da tua companhia
Olha , libidinosa menina!
Sou , serei dourado sentindo esse afecto
Mesmo sentado em delírios
Emocionado me sinto
Unido ao teu ser feito cinto
Selado à tua cintura de sírios
Liquidei a minha vaidade
Ordenei os meus mestres da maldade
Usufrui da tua felicidade
Vivo com grande santidade
Olho para o mundo sinto tu no eu
Remorsos de te dizer não te quero oerder meu
Esmeraldado,pratado,dourado,platinado
Sonho, já mais visto em algum fado
Devanescedoras são as manhãs
Em que acordo com ter-te manias minhas
Pérola é o que ao pe de ti na mbrilha
Osculando esse teu ser sabes o que sou?
Escravo do teu amor , que em mim voou
Tantas milhas de emoção e pousou
Alteradamente contigo numa deserta ilha
Quanto é uma vida sem você boneca?
Um mundo inteiro, bem cego , jogando neca
Empoleirando a miséria em sítios acústicos
Tanta vida tu me vales
E assim como a matemática precisa do Thales
Amar teu ser sem…
Mehor é nesta felicidade
Artística que construíste com tua virtude
Pensando em ti debaixo da chuva-lagrimas
Amando-te na escuridão submersa –dever
Sonhar na tua ausência-dor
Sentir-te em sensações-felicidade
Esperar-te em vão –são lágrimas ínfimas
Bem amor
Encontro-me te amando sem travões
Mas disto a dor controla o condutor…
Passou-se um Grande dia namoral
Surgiu para ti E teu coração
Este desertoso, Necessario poema
A boneca AhalI é buma personagem
Por quem o autor se Torna louco
E perde o seu Olho de poeta e ama-a
16.02.98 Pemba
MITOS
Me minto
Mas nãos sinto
Que minto
So fico no recinto
Do arrependimento
Pensando sem fundamento
Que a vida pode me dar de rendimento
16.02.98 Pemba
O POETA
É uma peste
Que sem teste
Derruba vários corações
Que com emoções, paixões
Ficam sem emocional vareta
O poeta
Nasce das lágrimas
Que tu vês tão ínfimas
E desprezas com orgulho
Essa lágrima que do olho
Te pode cativar
O poeta
É uma curva
Da agua turva
Que os demais
Sem canais
Não lhe bebem
E assim sofrem
O poeta
É o muito que o mundo tem
E com divinas emoções vêm
Escrever a dor
E o belo amor
A dor
O amor
O ódio
A alegria
A tristeza
O desespero
São coração do poeta.
16.02.98 Pemba
BE MY VALENTIN
Nós dois
Bem sos
Numa azinheira
Tu, minha sedução
Gritando para mim
Be my valentin
-não , não agora não …
Eu nada tenho à dar-te
Senão amar-te
Adorar-te
Enbsensurar os males deste Marte meu
Deste meu fogo de amar-te
E destes meus dois olhos
Que o mundo ignora
Mas vou gritar
Ah…ally , não me fujas
Que meu sangue ferve
E louvo-te …
Te quiero para siempre
Pour le toujour amour…
17.02.98 Pemba
A VOZ DA JUSTIÇA
Peregrino como grobathoV
Empregou em vários corações o comO?
Mas a vida nunca lhes da a voZ
Berrante para poderem gritar
Acalma-te, não nos firas…
A maldade se divulga
O trafico está em voga
A injustiça e a burla
Se lançam nesta voz
Esta voz
Que tão oprimida pelos donos da ignorância
Se ainda vai firme
E como filme
Nós vêmos vergonhas
Deste oprimido mundo, injusto
Onde o mal é o bem…
Firmas hoje 12 meses
E as felicidades te vão sãs
Para os justos
E aos injustos
A dor prevalece
Coitados…
Viva mais ,Voz de Pemba
18.02.98 Pemba
Hey…
Se quiseres
Que me sinta
Como queres
Me dea uma tinta
Nos meus lábios
E nuns assubios
Direi : sou feliz
Como sempre quis .
22.02.98 Pemba
Amigos
Neste recinto a que chamam mundo
Sinto um grande infurtunio
Viver sem a vossa companhia
Sem o vosso amparo vagabundo
Já olhasteis para o amor
Quando custa a dor
Nesta venda de sentimentos
Quanto da uma paixão junto da pobreza
Nestes momentos dos meus lamentos
Digam-me amigos meus?
Sou neste mundo uma ignorância
Que na cabeça dos barregudos
Soletram-se em grande vida
Que atrapalha aos atrapalhados
Nós amigos, nascemos
Para somente olhar e pintar osn
Papeis que tao impuros se tornam
Derivados de uma industria
Promotora do nosso adversario
(o conquistador dos sentimentos materiais)
24.02.98 Pemba
Vaticínio Perfeito
Num descoberto pensamento
vi-me encurralado sem fundamento
chorando sem gentil momento
foram-se anos dessas gloriosas
e inconvenientes virgens e virtuosas
profetizações
sem ressureições
naveguei na tri- poetização
dos meus sentimentyos
-o vaticinio fora encontrado-lamentos
As raízes da cidade
Se encontravam sem beldade
Sem bondade e com delírios
O de mim criador
Guardava-me com dor
Numas algemas la tantas
Que as saudações minhas foram tontas
Sofri o meu ser
Chorei a minha dor
No meu âmago
Surgiram sensações acolitias
E da soltura foi alegria
Vivo concordando estes desaguados
Vaticínios com pranto ingrato.
04.03.98 Pemba
Ah ….!
Levanto
Lamento
E credo
No segredo
De te ter
Te assumir
Te seduzir
Te querer
Com dor
Com amor
Com melancolia
Com alegria
Com tudo
Que do
Homem
Seja bem vindo
Ao teu polem
De amar
E queimar
Minhas manhas
04.03.98 Pemba
Coração Sofrido
Nasceu la das grandes solidões
Viveu em grandes e loucas paixões
Solicitou a presença de vários corações
Gritou que do mundo nada queria senão
A sua grande paixão ver-se encontrada
Dismobilizado se encontrou, em brasa
O seu coração se transformava em nada
O mundo não lhe respondia como a asa
Viveu mais milénios de pulsações por segundo
Como a sua dor fosse o significado da brasa
Foi queimando de seduções ao mundo
Serviram-se de companhias as vozes
Do seu ego que chamava uma princesa
Que num suspiro gritou: poeta dea-me doses
04.03.98 Pemba
Obsessão
Num olho
Milhões de lágrimas
Que fazem ate o molho
Da paixão, do amor sem rimas
Rimas essas
Que bem feitas
O mundo se é felicidade
Que da felicidade vem
Nao posso
E nem faço
Ao favor de me ver
A ferver
E a comer
As minhas líricas
E criticas
Paixões
Que sem canções
Serei inútil
04.03.98 Pemba
Felicidade
É tu e eu
Numa dor
Numa alegria
Num amor
Que o mundo
Sempre ignora
Porque não mora
Em corações de muitos
Este dom
Felicidade
É eu me
Sentir o homem
Que chora tuas
Alegrias
E te alegra
Quero eu te mostrar
Este amar
Do desertor
E sedutor
Que te ama
Felicidade
É te ter
Como quer
O meu e teu
Coração
Que não são
Uma simples canção
De fado com sensações
Que senti
Quem estás oh…
Felicidade
É eu sofrer
Sacrifícios
Para te ter
Para te querer
Para te oscular
A cada instante
Com vontade
E liberdade
Dos nossos
Ancestrais pilatosos
Felicidade
É mergulhar
Borbulhar
E fatigar as aguas mais fundas
Da nossa alegria
Da nossa simultânea
E correcta paixão
Que o mundo
Tanto odea
Felicidade
É rir
Criar
E crer nas tuas doces palavras
Que meu ser
Se embriaga ao sentir-te
Felicidade amor…
É confessar-te
A cada instante
O quanto grita
Este espantado coração
Que o mundo
Não quer ver como um vate
Um amante
Uma esperança para o teu coração
Coração de lady of lover men like me …ah
Quero confessor-te
Que confessor-te
Que felicidade
É ter-te a soletrar
Os teus beijos
Feitos estrelas
Do autono
E chuva da primavera
Que bom ter-te amor
04.03.98 Pemba
O GRITO DO MAL
Minha mãe amava-me
Mas o som da morte
Derramava a minha terra
As minhas mãos de profeta
Choravam , o choro despresado
E gritavam o grito do mal
Santa Maria!
São Valentim!
Me lambiam os amarfanhados
Lábios e me sentia felizardo
Mas há quem morria
Por não ser justo
As minhas mãos gritavam o grito do mal
Os poemas não são
Verdade do mal
Mas sim mentira do bem
Pemba, 02.07.98
Genito Flavio
Uma lágrima
Não me incrimina
Porque é a justiça do meu viver
Uma lágrima
Não te pode tocar
Porque são feitas do corrosivo acido da morte.
Genito Flávio,02.07.98 Pemba
Envolvido de ilusões
Navego esse teu corpo opaco
De onde ninguém consigo ver
Para loucamente me perder
Dentro dessas ofensas
Ofensas de uma deusa, da minha esperança
Esperança…esperança inédita
Genito Flavio, 26.07.00 Beira
As lágrimas caíram
Inundaram , castigaram e mataram
Deixaram sorrisos serrados
Forças quebradas
Mundo vazio…
Não vale a pena lágrimas
Genito Flavio 27.07.00 Beira
É mais fácil chegar a lua
Que conhecer o teu coração
É mais fácil pegar o ar
Que serpentear teu corpo
É mais fácil com a formiga me entender
Que contigo viver em paz
Toco o teu libidinoso corpo
Vibras feita uma gitarra
E desapareces feita fantasma
Nada mais tenho a fazer
Neste planeta.
Genito Flavio ,27.07.00 Beira
Como papel ao vento
Vou atraindo a distancia
Que resgatou meu amor
Trincou-me numa arvore
Altruísta,perdido,esperançado
De tarde me reencontrar
Algures no fundo do mar…
Gaivotas, pérolas,pombas…
Envolvo-me neste pudor
Nostalgico, tentando conquistar-vos
Inesperadamente, comovente
Torno-me pelo silencio do seu olhar
Olhar…olhar doce, moreno e puro
Gerado, glorioso
Motilados os meus desejos
Perdido no mundo
Vivendo imundo
Melancolia
Era o que se lia
Em cada olhar desiquilibrado
Do meu manufaturado ser
Queria vitoria
Todo o mundo ria
Assim morria
Porque via
Que o mundo mais se perdia
Nascemos gloriosos
Vivemos constrangidos
Morremos…morremos…tristes
Genito Flávio , 21.03.02, Quelimane
O doce
É quem me enloquece
E de mim se esquece
A razão de que me merece
Neste canto que me intristece
Sem te provar
16-09.09 Quelimane
Sou o sinal
Marcado no final
De cada canal
Que nos leva ao paraíso anal
Sou o diploma
Arrumado na coluna
Que passa pela zona
Onde hoje ninguém la fuma
Sou a chuva
Esperada em qualquer curva
Para florir a videira
Dela juntos consumir-mos a uva
E aquele vinho da Madeira
Sou, não sou
Mas sou, o que não sou
E penso que sou
Porque vivo só
Neste mundo sem rumo
Que já cheira fumo.
Genito Flávio , Quelimane,28.03.06
Você
Mesmo que o Joao me aborreça
Com algo que a ti não merece
Eu vou me prostrar a ti doce
voce
Que a tua voz me adormece
Quando você aparece
Nas noites que a lua amanhece
Você
Que tão precoce
Priva tudo que é do mal
Para que eu goze
Nesse teu peito do Zambeze
Você
Minha canção
Que mesmo com traição
Não me desloco dessa atracção
Que aos nossos corações, nos amarão
Você
Rainha da noite
Beijo da mulata
Tulipa
Enfim jasmim
Do meu éden
Em ti encontro a paz
Porque tudo você me faz
E sei que muito você é capaz
Gina , je teime
Quelimane, 16/11/2008